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Atualidade 3
A
Confederação Portuguesa de Prevenção do
Tabagismo (COPPT), apoiada por várias
organizações nacionais e internacionais, en-
viou uma carta aberta à Assembleia da República, Go-
verno de Portugal, Organização Mundial da Saúde e à
comunidade de saúde pública nacional e internacional,
expressando a sua preocupação com o “noticiado nível
surpreendente de acesso dos lobistas da indústria do
tabaco e seus parceiros ao Parlamento de Portugal e às
conhecidas tentativas do lobby da indústria do tabaco e
seus aliados de desvirtuar a legislação vital de saúde pú-
blica que atualmente está em avaliação pela especiali-
dade na Comissão de Saúde da Assembleia da República
Portuguesa (AR)”. Na circunstância, a COPPT refere-se
à proposta de lei PPL n.º 38/XIII/2.ª, que se encontra
em fase de avaliação na especialidade pela Comissão de
Saúde da AR e que aprova normas para a proteção dos
cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco
e medidas de redução da procura, no cumprimento da
Convenção-Quadro da Organização Mundial da Saúde
para o Controlo de Tabaco (CQCT).
A COPPT adianta que em contraposição às propos-
tas originais do governo, as posições já veiculadas
por alguns partidos representados na Comissão Par-
lamentar de Saúde “deixam antever a possibilidade
de sérios retrocessos na Lei original, em relação à
proteção da exposição ao Fumo Ambiental de Taba-
co (FAT) em Portugal e ao controlo da epidemia ta-
Em carta aberta enviada a organizações nacionais e internacionais: bágica, sendo estes sustentados por argumentos que
não têm em conta os valores e os princípios da saúde
COPPT acusa lobistas do tabaco de pública, evidenciando a influência das pressões da in-
dústria tabaqueira, seus parceiros e operadores. Con-
sequentemente, o progresso de controlo do tabaco e
interferirem ilicitamente na nova lei a saúde da população portuguesa estão seriamente
ameaçados”.
Estudo publicado no Lancet revela:
Portugal à beira no top 30 na qualidade e acesso aos
serviços de saúde
ortugal ficou classificado em 31º lugar entre 195 paí-
ses em relação ao acesso e à qualidade dos serviços
Pde saúde – Índice de Acesso e Qualidade dos Serviços
de Saúde (Healthcare Access and Quality Index) – no ano de
2015, de acordo com um estudo publicado no dia 18 de maio
pelo Lancet. Portugal tem uma classificação idêntica a países
como o Reino Unido, Chipre, Malta e Qatar. No topo da tabe-
la encontram-se nações como Andorra, Islândia, Suíça, Suécia,
Noruega, Austrália, Finlândia, Espanha e Holanda. O nosso país
apresenta um indicador superior à média dos países de maior
rendimento (onde está incluído). Portugal regista um desem-
penho muito bom na área das doenças transmissíveis com ex-
ceção da tuberculose e das infeções das vias respiratórias in-
feriores (nas quais se inserem as pneumonias), bem como nas
doenças do foro cardiovascular. O índice em causa avalia a car-
ga de doença, sendo que entre 1990 e 2015 Portugal melhorou
o seu índice de um valor de 67% para 85%.
Morreu Vasco Queiroz
Permanece a memória de um MF e de um homem excecional
A Interior (UBI). Desempenhou durante largos anos a função de Para além das competências inegáveis na dimensão profis- Junho 2017
Medicina Geral e Familiar portuguesa está mais
orientador de formação, foi fundador e membro da primeira
sional e académica, era também um homem de múltiplos
pobre com a morte de Vasco Queiroz. Nascido
em 1956, era natural de Coimbra, embora vivesse
desde há muito na cidade da Guarda. Casado, pai de dois fi- direção da Associação dos Docentes e Orientadores de Me- e diversificados interesses. Politicamente ativo, esteve en-
volvido no movimento estudantil antes e após o 25 de Abril
dicina Geral e Familiar (ADSO) – liderada na altura pelo sau-
lhos, Vasco Queiroz era médico de família (MF) e docente do doso José Guilherme Jordão – bem como formador de vários de 1974, foi ator e membro do Círculo de Iniciação Teatral
Departamento de Ciências Médicas da Universidade da Beira cursos EURACT. da Academia de Coimbra (CITAC)

